Você vai entender aqui como muda o Imposto de Renda sobre os benefícios do INSS a partir de janeiro de 2026. A faixa de isenção sobe para até R$ 5.000,00 mensais, ficando livre de retenção na fonte e de cobrança na declaração. Se você tem 65 anos ou mais, há uma parcela extra que, na prática, pode deixar rendimentos de R$ 6.903,98 isentos.
O governo estima que cerca de 3,5 milhões de aposentados e pensionistas serão beneficiados. Quem recebe acima continua a pagar imposto de forma progressiva. A retenção já muda em janeiro e o efeito na declaração aparece no ano seguinte. Vamos explicar o que muda e o que você precisa checar para proteger o seu bolso.
Idosos acima de 65 anos não precisam pagar essas contas em 2026
A partir de janeiro de 2026, quem tem 65 anos ou mais pode ver o benefício chegar mais inteiro na conta. O governo ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda para aposentados e pensionistas do INSS. Isso significa que parte do que você recebe pode ficar livre de imposto — e, para quem está na terceira idade, há uma parcela extra que faz diferença no bolso.
Como funciona a isenção do Imposto de Renda para idosos acima de 65 anos?
A regra geral isenta de IR os benefícios mensais do INSS de até R$ 5.000,00. Para quem tem 65 anos ou mais, existe uma parcela adicional prevista em lei. Na prática, somando a faixa geral com essa parcela extra, rendimentos mensais de até R$ 6.903,98 podem ficar totalmente isentos do imposto.
Pense assim: antes uma parte do benefício era sempre cortada pelo imposto. Com a nova regra, você guarda mais do que recebe — aumentando o valor líquido mensal. Se quiser entender quem fica isento e como isso é calculado, veja a matéria que explica se você fica isento ao ganhar até R$ 5.000: faixa de isenção de R$ 5.000.
Quais são as mudanças na tabela do Imposto de Renda e nas alíquotas?
A principal novidade é a ampliação da base isenta. A tabela continua progressiva: quem recebe mais paga mais. As alíquotas sobem por faixas e podem chegar a cerca de 30% para rendimentos muito altos (por exemplo, acima de R$ 500.000,00 por ano).
A intenção é aliviar quem ganha menos e manter tributação maior para rendas elevadas. Para quem fica entre o limite da isenção e as faixas superiores, o imposto será cobrado de forma escalonada, reduzindo o impacto em patamares intermediários. Entenda melhor como essa mudança pode afetar seu bolso em: como a nova isenção pode mudar seu bolso.
Para esclarecer quando aposentados pagam imposto e em quais situações há pagamento, consulte: quando o aposentado paga Imposto de Renda.
Quando a nova isenção começará a valer?
A nova regra entra em vigor em janeiro de 2026. Os pagamentos feitos a partir desse mês devem seguir a tabela atualizada. A declaração anual só mostrará essa mudança na prática em 2027, quando você informar os rendimentos de 2026. Até lá, Receita Federal e INSS ajustarão sistemas e informes.
Se quiser estimar o impacto no seu orçamento e saber quanto deixará de pagar com a mudança, veja a análise sobre o montante e a data de vigência: quanto você vai deixar de pagar.
Quem ganha com isso? Quem perde?
- Beneficiários do INSS com benefício até R$ 5.000,00 ficam sem desconto na fonte.
- Quem tem 65 anos ou mais e rendimento mensal (com parcela extra) até R$ 6.903,98 fica totalmente isento.
- O governo estima cerca de 3,5 milhões de aposentados e pensionistas beneficiados.
Quem recebe acima continuará pagando IR, mas com alíquotas progressivas. Em termos práticos: quem tinha desconto pequeno pode ficar sem desconto; quem estava em faixas intermediárias pode ver redução do imposto; quem tem renda muito alta segue pagando mais. A medida também é apontada como um alívio econômico que pode aquecer o consumo: impacto no bolso e na economia.
O que muda na declaração anual e na retenção na fonte?
- Na fonte: benefícios de até R$ 5.000,00 saem sem retenção. Se você tem a parcela extra por idade, o sistema considera isso para evitar desconto.
- Na declaração: em 2027 você detalha os rendimentos de 2026. Se houve diferença entre o que foi retido e o que deveria ter sido, a Receita pode ajustar. Por isso, confira o informe de rendimentos que o INSS envia.
Imagine a retenção na fonte como um guarda que segurava parte do seu benefício na porta. Com a nova regra, esse guarda solta mais pessoas com os bolsos cheios.
Fique atento porque, mesmo com isenção na fonte, em algumas situações você ainda pode precisar declarar o Imposto de Renda; veja orientações sobre quando a declaração continua obrigatória: atenção: declaração mesmo com isenção. Se houver diferenças entre o retido e o devido, informações sobre restitução e ajustes podem ser consultadas em: restituição do IR para aposentados.
Exemplos práticos
- Recebe R$ 4.200,00 por mês: sem retenção. Você recebe o valor cheio na conta.
- Recebe R$ 5.800,00 e tem 65 anos: parte do valor pode ficar isenta (até R$ 6.903,98 no total); o imposto incide apenas sobre o excedente.
- Recebe R$ 10.000,00: será tributado nas faixas superiores com alíquotas progressivas; a isenção reduz a base, mas não elimina o imposto sobre a parte que excede.
Esses exemplos mostram por que é importante conferir o informe e simular sua declaração. Veja ainda matérias que ajudam a calcular o impacto da nova isenção no seu orçamento: simulações e efeitos práticos.
Dúvidas comuns
Vou precisar pedir algo ao INSS?
Em geral, não. INSS e Receita devem ajustar os informes. Mas fique de olho no informe de rendimentos que o INSS envia no começo do ano. Se algo estiver diferente do que você recebeu, procure o INSS.
Se você completa 65 anos em 2026, é recomendável checar seus documentos e benefícios; há orientações sobre documentos para garantir direitos de benefícios: documentos e identificação para quem completa 65 anos.
E se meu benefício mudar no meio do ano?
Você declara tudo no ano seguinte. A retenção na fonte deve seguir a regra vigente em cada pagamento; qualquer ajuste aparece na declaração.
Quantas pessoas serão beneficiadas?
O governo estima cerca de 3,5 milhões de aposentados e pensionistas que sairão da tributação sobre parte ou todo o rendimento.
Isso vale para todos os tipos de renda?
A nova isenção vale para benefícios previdenciários do INSS. Rendimentos de outras fontes seguem regras próprias. Existem ainda isenções específicas para casos de doença grave; se for o seu caso, veja como funciona o direito à isenção por doença grave: isenção por doença grave.
Conclusão
A faixa de isenção sobe para R$ 5.000,00 e, se você tem 65 anos ou mais, a parcela extra pode elevar a isenção prática até R$ 6.903,98. A mudança vale a partir de janeiro de 2026 (retenção na fonte) e aparece na declaração de 2027. Cerca de 3,5 milhões de beneficiários devem sair da retenção.
Normalmente não é preciso pedir nada ao INSS, mas confirme seus comprovantes e o informe de rendimentos. Se algo não bater, procure o INSS ou um contador. Para acompanhar análises e orientações sobre a medida, veja também a cobertura sobre a confirmação da nova isenção.
Perguntas frequentes
Quem estará isento do IR a partir de 2026?
Aposentados e pensionistas do INSS com 65 anos ou mais podem ficar isentos; rendimentos mensais até R$ 6.903,98 ficam livres do imposto.
Qual a diferença entre a nova faixa e a parcela extra para maiores de 65?
A faixa geral de isenção sobe para R$ 5.000. Pessoas com 65 têm uma parcela extra prevista em lei, elevando a isenção prática até R$ 6.903,98.
Quando a mudança passa a valer na fonte e na declaração?
A retenção na fonte muda em janeiro de 2026. O efeito na declaração anual aparece em 2027, ao informar os rendimentos de 2026.
