Neste artigo você vai entender de forma direta o que é o MIP e o DFI, por que são obrigatórios no financiamento e como entram na sua parcela. Explico o que cada seguro cobre e o que costuma ficar de fora, mostro como usar FGTS ou benefício do INSS para reduzir ou quitar o financiamento e alerto por que é essencial conferir a apólice e as condições do banco antes de assinar.
O que é seguro MIP e DFI?
O Seguro Habitacional geralmente reúne duas coberturas obrigatórias:
- MIP (Morte e Invalidez Permanente): quita ou reduz a dívida do financiamento se o titular morrer ou ficar permanentemente inválido por acidente. Evita que a família perca o imóvel ou assuma uma dívida em momento difícil.
- DFI (Danos Físicos do Imóvel): cobre danos à estrutura do imóvel (incêndio, desastres naturais, etc.) e ajuda a pagar reparos ou reconstrução.
Pense neles como um colete salva-vidas do contrato: protegem patrimônio e família em imprevistos.
O que é o MIP?
O MIP protege o pagamento do financiamento em caso de morte ou invalidez permanente por acidente. A apólice vigora durante o contrato e pode ter regras sobre idade, carências e exclusões (por exemplo, invalidez anterior ao contrato ou suicídio nos primeiros meses). Leia a apólice com atenção.
O que é o DFI?
O DFI cobre danos que atingem a estrutura do imóvel e tem como base o custo de reconstrução. A apólice lista quais eventos são cobertos e quais não são (normalmente não cobre vícios de obra, móveis, eletrodomésticos, umidade ou infiltrações).
Os seguros MIP e DFI são obrigatórios?
Sim. Bancos costumam exigir ambos para liberar o financiamento — é uma garantia para o credor e proteção para você. Sem esses seguros o contrato geralmente não é fechado. Em linhas práticas, as condições e exigências mudam conforme o produto de financiamento; veja exemplos de como bancos têm facilitado ou regulado crédito imobiliário e exigências em campanhas recentes da Caixa sobre financiamento de até 80% do imóvel.
Como calcular MIP e DFI? (exemplos práticos)
DFI: usa uma alíquota multiplicada pelo valor do imóvel (valor de reconstrução).
Exemplo do texto: imóvel de R$ 100.000,00 com alíquota 0,01337% → 0,01337 × 100.000 = R$ 13,37 por mês.
MIP: a taxa varia conforme a idade do segurado e o valor financiado; pode ser aplicada sobre saldo devedor ou valor original. Valores comuns ficam entre 0,5% e 2% (depende da apólice).
Exemplo simples: financiamento de R$ 200.000 com taxa hipotética de 1% → cálculo aproximado R$ 2.000 × 1% = R$ 20/mês (cada banco aplica sua fórmula).
Dicas práticas:
- Peça ao banco a taxa exata e a base do cálculo.
- Verifique se o DFI é cobrado sobre valor de mercado ou de reconstrução.
- Compare simulações antes de assinar — lembre-se de que ofertas e condições variam, inclusive quando bancos anunciam redução de entrada ou novas regras de financiamento como em campanhas recentes.
Vantagens de ter o seguro do financiamento imobiliário
- Proteção para a família: evita que herdeiros assumam dívida.
- Preservação do patrimônio: garante recursos para reparos ou reconstrução.
- Menos dor de cabeça: gastos emergenciais podem ser cobertos.
Pague seu financiamento com FGTS ou benefício INSS
Você pode usar FGTS ou parte do benefício INSS para reduzir ou quitar o saldo devedor.
Como usar o FGTS:
- É possível abater saldo devedor ou usar para entrada.
- Há produtos como antecipação do saque-aniversário que liberam valores para amortizar o imóvel (esse adiantamento é um empréstimo e descontado do FGTS) — antes de optar, confira mudanças nas regras e limites da antecipação do FGTS e como isso pode afetar o valor disponível.
- Verifique taxas, prazos e impacto no saldo do FGTS — consulte também um guia prático para sacar o FGTS se precisar de orientações sobre procedimentos digitais.
Como usar benefício do INSS:
- Aposentados/pensionistas podem contratar empréstimo consignado (parcelas descontadas do benefício) para quitar ou abater o financiamento, respeitando a margem consignável (até 35% por lei, considerando compromissos já existentes). Em prazos de crédito, ofertas específicas podem facilitar o acesso ao imóvel, inclusive para negativados em alguns casos com produtos direcionados.
Dica de cuidado: antecipar o FGTS nem sempre compensa — avalie custos e perda de rendimento antes de decidir consultando exemplos práticos.
Conferir a apólice e exigir transparência
Sempre leia a apólice com atenção: carência, exclusões, idade máxima, forma de cálculo e período de vigência podem variar. Peça ao banco o detalhamento do cálculo do seguro e compare alternativas no mercado. Quando a Caixa e outros bancos anunciam mudanças nas condições de financiamento, essas alterações podem impactar valores vinculados ao seguro — pesquise e compare ofertas atualizadas de financiamento.
Perguntas frequentes
O banco pode cobrar MIP e DFI no financiamento?
Sim. São normalmente exigidos para liberar o crédito.
Como são calculados MIP e DFI?
DFI: alíquota sobre o valor de reconstrução.
MIP: percentual que varia por idade e valor financiado; pode incidir sobre saldo devedor ou valor original.
O que o DFI não cobre?
Geralmente não cobre vícios de construção, móveis, eletrodomésticos, umidade ou infiltrações.
O que o MIP não cobre?
Pode não cobrir invalidez ocorrida antes do contrato, suicídio nos primeiros meses e outras exclusões previstas na apólice..
