Você vai ler sobre a vacina contra dengue do Butantan que começa a ser aplicada a partir de janeiro de 2026. É uma vacina nacional, de dose única, oferecida pelo SUS. Primeiro vai proteger os profissionais de saúde na linha de frente e depois será ampliada para a população, dos adultos mais velhos até os adolescentes. Estudos mostram boa eficácia e segurança, e há parceria para aumentar a produção, o que pode transformar a proteção coletiva contra a dengue.
- Vacina do Butantan contra dengue começa a ser aplicada a partir de janeiro de 2026
- Será dose única e oferecida pelo SUS
- Prioridade inicial para trabalhadores da atenção primária à saúde
- Estudos mostraram proteção contra casos sintomáticos e formas graves
- Parceria para ampliar produção e avaliar impacto em cidade‑teste
Vacina contra dengue do Butantan será aplicada pelo SUS a partir de janeiro de 2026
A partir de janeiro de 2026, a vacina contra dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan será oferecida pelo SUS. O imunizante é dose única e a primeira remessa terá 1,3 milhão de doses destinadas a profissionais da Atenção Primária. A medida representa avanço significativo na proteção contra a doença no país — veja a confirmação da estratégia do Butantan e do governo federal sobre o início da vacinação.
Público inicial e ritmo de ampliação
Os primeiros lotes vão cobrir agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias, enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos que atuam em unidades básicas e em visitas domiciliares, protegendo quem está na linha de frente. A iniciativa vem acompanhada de esforços para qualificação e treinamentos voltados a equipes de rua e atenção primária, em parcerias que visam reforçar a resposta local direcionados a profissionais de saúde e voluntários. Com o aumento da produção, a vacinação será expandida ao público geral, começando por adultos de 59 anos e seguindo gradualmente até a faixa de 15 anos. Botucatu (SP) foi escolhida como área de estudo para medir o impacto da vacinação em massa, com meta de vacinar entre 40% e 50% da população local.
Eficácia e registro sanitário
Os estudos clínicos mostraram 74,7% de eficácia contra formas sintomáticas da dengue em pessoas de 12 a 59 anos. Para casos graves, a eficácia registrada foi de 89%. A Anvisa concedeu o registro em 8 de dezembro de 2025, segundo comunicados oficiais.
Produção e parcerias
Para ampliar a fabricação, o Instituto Butantan firmou parceria com a WuXi Vaccines, que ficará responsável pela produção em maior escala e pela transferência de tecnologia. O Ministério da Saúde já investe mais de R$ 10 bilhões ao ano no Butantan; com a aquisição da vacina, o investimento previsto sobe para mais de R$ 15 bilhões por ano.
Cenário epidemiológico
Apesar de uma queda de 75% nos casos de dengue em 2025 em comparação com 2024, o país ainda registrou cerca de 1,6 milhão de casos prováveis até outubro de 2025, com o estado de São Paulo concentrando cerca de 55% desses registros. Autoridades reforçam que a vacinação será complementar às ações de controle do Aedes aegypti e às medidas de prevenção frente a eventos climáticos extremos que afetam a saúde pública ligadas à variação climática e riscos para populações vulneráveis.
Conclusão
A vacina contra dengue do Butantan chega pelo SUS a partir de janeiro de 2026. É dose única, com prioridade para profissionais de saúde e demonstrada eficácia e segurança. A ampliação da produção e os resultados do estudo em Botucatu serão decisivos para ampliar a proteção coletiva. Acompanhe as campanhas, proteja quem está ao seu lado e mantenha as ações contra o Aedes aegypti.
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