Dólar sobe após PIB forte dos EUA

Neste artigo você vai entender como o crescimento do PIB dos Estados Unidos mais forte que o esperado impulsionou o dólar e alterou apostas sobre os juros do Federal Reserve. O resultado, após o maior shutdown da história, reforça a ideia de soft landing e reduz temores de uma queda mais severa, o que tende a direcionar fluxo para mercados emergentes — efeito que costuma ser positivo para o Brasil por causa do diferencial de juros reais e das sinalizações do Banco Central sobre a Selic, da forte ligação com commodities e do Ibovespa ainda negociado descontado em dólar.

Dólar hoje tem forte baixa após o PIB dos EUA vir acima do esperado

Você acompanhou a volatilidade do câmbio nesta terça-feira (23). Às 14h56, o dólar à vista caía 0,81%, cotado a R$ 5,539 na venda. O contrato de dólar futuro para janeiro, o mais líquido, recuava 0,95% na B3, a R$ 5,545.

A queda apaga parte dos ganhos da sessão anterior, quando o câmbio fechou em R$ 5,58 (0,97%) pressionado por remessas de juros e dividendos para o exterior.

Qual a cotação do dólar hoje?

  • Dólar à vista (14h56): R$ 5,539 (-0,81%)
  • Dólar futuro (jan): R$ 5,545 (-0,95%)
  • Fechamento anterior (segunda): R$ 5,58 (0,97%)

Esses números mostram que notícia internacional e dados locais mudaram o humor do mercado ao longo do dia.

O que aconteceu com o dólar hoje?

A queda do dólar decorreu principalmente de dois fatores:

  • O PIB dos EUA cresceu 4,3% no 3.º trimestre de 2025, acima do esperado, reforçando a leitura de pouso suave e ajustando apostas sobre cortes de juros do Federal Reserve.
  • No Brasil, o IPCA-15 subiu 0,25% em dezembro (ante 0,20% no mês anterior), dentro das expectativas próximas da pesquisa Reuters (0,27%), dando um contexto local à reação do câmbio.

Impacto político e notícia de última hora

A entrevista do ex-presidente Jair Bolsonaro foi cancelada por problemas de saúde — informação que o mercado aguardava com atenção. Além disso, a campanha e a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) têm pressionado o real nas últimas semanas por afetarem expectativas eleitorais e fluxos de capital.

Uma nota do ministro do STF Alexandre de Moraes esclareceu encontros com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em razão da aplicação da Lei Magnitsky, ajudando a dissipar rumores sobre o Banco Master. Em paralelo, surgem debates sobre falhas em plataformas e riscos de vazamento que também influenciam a percepção de segurança do sistema financeiro, especialmente após episódios de exposição de dados (riscos de vazamento em plataformas).

Veja também:  CRISE NO PL: Eduardo Bolsonaro ameaça sair do partido e levar deputados com ele – Veja o que motivou a decisão!

Efeito dos números dos EUA sobre fluxos para emergentes

Com expectativas de juros americanos menores, aumenta a atratividade por mercados com juros reais mais altos. Segundo Fábio Lemos, sócio da Fatorial Investimentos, esse cenário tende a atrair fluxo para emergentes. No caso do Brasil, os pontos favoráveis são: diferencial de juros reais, exposição a commodities e um Ibovespa atrativo quando cotado em dólar — fatores que explicam parte do recuo do dólar frente ao real. Mudanças bruscas no mercado acionário também levam investidores a rebalancear posições, como ocorre quando o índice local corrige após um rali (ajustes na carteira após rali do Ibovespa).

Índices de preços e PCE nos EUA

O índice de preços de gastos com consumo (PCE) nos EUA subiu a uma taxa anualizada de 2,8% no 3.º trimestre, ante 2,1% no trimestre anterior. A aceleração do PCE é um elemento adicional na avaliação dos investidores sobre a trajetória da inflação e das taxas de juros.

Dólar comercial e fluxo financeiro

Remessas de juros e dividendos continuam a influenciar o câmbio: quando há maior saída de recursos para o exterior, o dólar tende a subir — foi esse movimento que pressionou o câmbio na segunda-feira. Hoje, parte desse efeito foi revertida com a combinação de dados americanos e locais.

Tópicos relacionados que você deve acompanhar

  • Próxima divulgação do IPCA oficial
  • Sinais sobre cortes de juros do Fed
  • Movimentos e entrevistas de atores políticos no Brasil
  • Fluxos de remessas de juros/dividendos e fluxo externo para emergentes

Conclusão

O resultado do PIB dos EUA mostrou crescimento acima do esperado e reforçou a narrativa de soft landing, ajustando as apostas sobre cortes do Federal Reserve e favorecendo fluxos para mercados emergentes — cenário geralmente positivo para o Brasil devido ao diferencial de juros reais, ligação a commodities e valuation do Ibovespa em dólar. A aceleração do PCE exige atenção, mas não desmontou a leitura predominante. Movimentos de curto prazo no dólar continuam dependentes de dados econômicos, decisões do Fed e eventos políticos. Além disso, pressões nos preços de commodities e alimentos podem afetar o cenário local e a inflação, com impacto nas expectativas dos investidores (pressões nos preços dos alimentos) — no caso de produtos específicos, novas tarifas externas também podem pressionar insumos como o café (impacto de tarifas sobre o preço do café).

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