Você vai entender como o INSS concluiu que a Provider manipulou indicadores da Central 135 para esconder falhas no atendimento. A apuração começou por uma denúncia na ouvidoria e resultou em suspensão de participação em novas licitações, multa e ordem de ressarcimento de valores pagos.
Há também um Processo Administrativo de Responsabilização (PAR) pela Lei Anticorrupção em curso, e o INSS pediu à CGU que avalie as contratações. Aqui você encontra os fatos, as punições e os próximos passos.
INSS identifica fraudes em empresa que administra a Central 135
Você lê uma notícia e sente que alguém levou vantagem. Foi isso que o INSS encontrou. A Provider Soluções Tecnológicas Ltda., que operava a Central de Teleatendimento 135, manipulava números para parecer que o atendimento estava melhor do que realmente era — em outras palavras, forjaram resultados para escapar de multas e ações administrativas. Casos ligados a fraudes no instituto já motivaram até operações policiais contra irregularidades relacionadas ao INSS.
O que a apuração mostrou?
A investigação começou por uma denúncia enviada na plataforma Fala.BR. O INSS abriu processo interno e concluiu que houve manipulação deliberada de indicadores de qualidade — métricas como tempo de espera, taxa de problemas resolvidos e outros parâmetros do atendimento foram alterados. Quando a empresa não atingia as metas, os dados eram ajustados para mostrar desempenho positivo, mascarando falhas operacionais.
Como isso afeta você?
Se você já ligou para o 135 e esperou demais ou não teve seu problema resolvido, saiba que os números passados ao INSS nem sempre refletiam essa realidade. A manipulação induz a administração a erro e prejudica segurados que dependem do serviço.
Reportagens mostraram como fraudes podem, em alguns casos, chegar a afetar o andamento de benefícios, por isso é importante saber como se proteger e guardar registros. Também há orientações sobre golpes sofisticados relacionados ao INSS que merecem atenção.
Punições aplicadas pelo INSS
O INSS adotou medidas imediatas:
- Suspensão: a Provider está impedida de participar de novas licitações com o INSS por 2 anos.
- Multa: R$ 57.214,50 (equivalente a 1% do valor mensal atualizado do contrato).
- Ressarcimento: devolução de cerca de R$ 1,1 milhão pagos entre 2024 e 2025.
A decisão foi publicada no dia 29 e a empresa ainda pode recorrer. Medidas de suspensão já foram aplicadas em outros contratos e setores, incluindo casos em que o INSS suspendeu relações com instituições financeiras, mostrando precedentes de ações administrativas (exemplos de suspensões recentes).
O contrato e a licitação mais recente
A Provider atendia o INSS desde abril de 2020. Em novembro deste ano venceu nova licitação, mas, diante da investigação, o presidente do INSS não assinou o novo contrato. O Instituto prepara os trâmites para chamar o segundo colocado e garantir a continuidade do serviço.
O que o INSS considerou no processo
O Instituto optou por separar as apurações por tipo de lei — medidas contratuais imediatas e procedimentos que seguem o rito da Lei Anticorrupção — alegando urgência para garantir resposta rápida em pontos essenciais do serviço. Assim, algumas punições saíram antes, enquanto o PAR segue o curso legal.
Como isso mexe com a imagem pública e com o serviço
Indicadores inflados geram falsa sensação de eficiência. A administração acredita que o serviço vai bem, enquanto segurados sofrem com espera e atendimentos insuficientes. O prejuízo é técnico, político e econômico, afetando a confiança no atendimento público. Em casos anteriores, operações e prisões envolvendo gestores mostraram como irregularidades afetam tanto a gestão quanto a confiança na instituição (desdobramentos de operações que prenderam ex-gestores).
O que você pode fazer agora?
- Registre reclamações no Fala.BR se tiver problemas com o atendimento do INSS.
- Guarde protocolos e anotações de atendimento; eles são úteis em denúncias.
- Evite intermediários e cobranças indevidas: há recomendações do próprio INSS sobre não pagar terceiros para acessar benefícios (orientações para resolver diretamente com o INSS).
- Acompanhe o desfecho do PAR e eventuais auditorias da CGU para saber se haverá punições adicionais. Para se proteger de tentativas de fraude, consulte materiais sobre prevenção a golpes e medidas práticas (dicas de como se proteger contra golpes).
Conclusão
O INSS identificou que a Provider manipulou indicadores da Central 135, mascarando falhas para evitar penalidades. As punições aplicadas — suspensão por 2 anos, multa e ressarcimento de cerca de R$ 1,1 milhão — são acompanhadas pelo PAR e pelo pedido de avaliação à CGU. A troca de fornecedor está em andamento para evitar interrupção do serviço.
Perguntas frequentes
O que o INSS concluiu sobre a Provider Soluções Tecnológicas Ltda.?
O INSS concluiu que a Provider manipulou indicadores de qualidade do 135 para aparentar que as metas foram cumpridas, enganando a administração.
Como a fraude foi descoberta?
A apuração começou por denúncia no Fala.BR e seguiu com investigação interna do INSS.
Quais sanções já foram aplicadas?
Suspensão em licitações com o INSS por 2 anos; multa de R$ 57.214,50; determinação de ressarcimento de cerca de R$ 1,1 milhão. A empresa pode recorrer.
