Você vai entender, de forma simples, o que muda no IRPF e quem deixa de pagar imposto a partir do ano que vem: uma nova lei mexeu na tabela e quem recebe até R$ 5.000,00 por mês em rendimentos tributáveis passa a ficar isento, com uma redução que zera o imposto nessa faixa; isso pode gerar uma economia grande para quem recebe perto desse valor. Quem ganha um pouco mais também terá alívio porque o imposto sobe de forma gradual. Atenção: isento não é sempre sinônimo de não declarar — você pode ter que fazer a declaração por ter bens acima do limite ou por operar na bolsa, e é preciso ficar atento à malha fina.
IRPF 2026: Quem não vai precisar pagar imposto no ano que vem? A verdade!
SALESÓPOLIS, SP — A espera acabou. A Lei nº 15.270/25 foi sancionada e trouxe a maior mudança na tabela do Imposto de Renda dos últimos anos. A partir de 1º de janeiro de 2026 muita gente vai respirar aliviada.
A grande mudança: isenção até R$ 5.000
A novidade é direta. Se você recebe até R$ 5.000,00 por mês em rendimentos tributáveis — como salário, aposentadoria ou aluguéis — passa a ter isenção total (veja explicação sobre a isenção até R$ 5.000). Para quem ganha exatamente esse valor, a economia anual pode chegar a mais de R$ 4.300,00; entenda quanto você vai deixar de pagar com a mudança.
Antes havia cobrança mesmo em rendas mais baixas; agora quem fica até o teto da nova faixa sai zerado. É uma redução concreta no peso do imposto e pode significar mais dinheiro no bolso e impacto econômico para muitos contribuintes.
Tabela de redução gradual (Janeiro/2026)
Quem ganha um pouco acima de R$ 5.000 não perde tudo de uma vez: o imposto é reduzido de forma escalonada. Em vez de um salto que penaliza, a mudança aplica uma escada que alivia proporcionalmente. Para entender melhor como essa nova isenção afeta seu bolso, veja os exemplos sobre a transição entre faixas.
A pegadinha do ano-calendário: não confunda
É preciso separar duas coisas:
- A lei passa a valer em 1º de janeiro de 2026.
- A declaração refere-se ao ano‑calendário e será feita no ano seguinte (o que você ganhar em 2026 será declarado em 2027).
Logo, ficar isento de pagar em 2026 não significa automaticamente que você estará dispensado de apresentar a declaração em 2027 — saiba mais sobre situações em que a Receita solicita regularização, pois a Receita Federal tem comunicado contribuintes sobre ajustes e isenções.
Malha fina do IRPF — o que faz sua declaração ficar presa
A malha fina é como um radar: detecta qualquer inconsistência. Motivos comuns para cair na malha fina:
- Inconsistência entre o que você declarou e os informes de rendimento.
- Omissão de rendimentos (aluguéis, ganhos na bolsa, freelances).
- Deduções sem comprovação (despesas médicas, doações).
- Dados pessoais divergentes (CPF, dependentes).
- Bens ou operações financeiras não informados (ex.: Bolsa de Valores).
Se sua restituição ficar retida, há orientações sobre como resolver problemas de restituição na malha fina, e a Receita também libera ferramentas para consulta, como a consulta a lotes residuais de restituições.
Além do salário: quem mais continua isento?
A nova faixa vale para rendimentos tributáveis (salários, aposentadorias, pensões e aluguéis). Rendimentos que já eram tratados como isentos pela Receita continuam assim — nada muda nesse ponto. Para quem é aposentado, é útil revisar quando a aposentadoria é tributável; consulte orientações sobre aposentados e imposto de renda.
Importante: as mudanças no IR também têm efeitos em outras categorias, como pessoas jurídicas e microempreendedores — veja as explicações sobre as mudanças que atingem PJ e MEI.
Quando você ainda precisa declarar
Mesmo dentro da faixa de isenção de pagamento, é obrigatório declarar se, por exemplo:
- Você tem bens (imóveis, veículos, investimentos) acima do limite da Receita.
- Operou na Bolsa de Valores.
- Recebeu rendimentos que exigem informação, mesmo isentos.
Para entender todas as regras sobre quem precisa ou não apresentar declaração, confira o detalhamento sobre obrigatoriedade e mudanças na declaração do IR. E, como já alertado, mesmo com isenção você pode precisar declarar dependendo das suas operações e bens.
Declarar é a forma oficial de justificar sua situação fiscal.
Dicas rápidas para não cair na malha fina
- Guarde todos os comprovantes.
- Confira os informes de rendimento antes de enviar.
- Declare aluguéis, bolsa e ganhos na bolsa.
- Revise CPF e dados dos dependentes.
- Se tiver dúvida, peça ajuda a um contador.
Conclusão
A Lei nº 15.270/25 muda a tabela do IRPF e, a partir de 1º de janeiro de 2026, quem recebe até R$ 5.000 por mês em rendimentos tributáveis fica isento — um alívio concreto: quem ganha R$ 5.000 pode economizar mais de R$ 4.300 por ano. Mas lembre-se: isenção de pagar não é sempre dispensa de declarar; bens acima do limite, operações na Bolsa ou rendimentos que exigem informação obrigam à entrega da declaração. Guarde os comprovantes, confira os informes e, se necessário, consulte um contador. Para entender melhor os impactos no seu orçamento, veja também a análise sobre como a nova isenção pode mudar seu bolso
