O metapneumovírus humano (HMPV) pertence a uma família de vírus que causam infecções respiratórias, como o vírus sincicial respiratório, conhecido por afetar principalmente crianças pequenas. Identificado pela primeira vez em 2001 na Holanda, o HMPV é um vírus que se disseminou por diversos países, incluindo Brasil, Índia, Inglaterra, Austrália e Chile. Embora seja motivo de preocupação devido ao aumento inesperado de casos em algumas regiões, não apresenta risco de pandemia semelhante ao que ocorreu com a Covid-19.
Desde sua identificação, o HMPV mostrou ser prevalente em várias partes do Brasil. Estima-se que entre 19% e 50% da população já tenha tido contato com o vírus, dependendo da região. Virologistas destacam a incapacidade do HMPV em causar uma pandemia global, devido a uma imunidade pré-existente na população mundial. A maioria das infecções por HMPV é leve, tornando-se grave apenas em indivíduos vulneráveis, como crianças, idosos ou pessoas com sistema imunológico comprometido.
Como se transmite e quais são os sintomas do HMPV?
O metapneumovírus humano é transmitido principalmente através de secreções respiratórias de uma pessoa infectada, seja por tosse, espirro ou contato direto, como apertos de mãos. Além disso, o contato com superfícies contaminadas e o toque subsequente no rosto também pode resultar em infecção. Os sintomas do HMPV, de acordo com o CDC, incluem tosse, febre, congestão nasal e falta de ar. Em casos mais graves, pode evoluir para bronquite ou pneumonia.
O período de incubação do HMPV varia de 3 a 6 dias, com a duração dos sintomas sendo similar a outras infecções respiratórias virais. A infecção primária geralmente ocorre nos primeiros anos de vida, mas a reinfecção é comum ao longo da vida, com sintomas que variam de leves a moderados na maioria dos casos.
Quais são as medidas preventivas e de tratamento para o HMPV?
Atualmente, não há tratamento específico ou vacina disponível para o metapneumovírus. O manejo da infecção baseia-se no alívio dos sintomas, sob orientação médica. Os profissionais de saúde recomendam o uso de medicamentos como paracetamol e ibuprofeno para aliviar a dor e a febre, além de descongestionantes para reduzir a congestão nasal. Em casos de tosse persistente e chiado no peito, o uso de corticosteroides pode ser indicado para melhorar a respiração.
Para prevenir a transmissão do HMPV, medidas de higiene padrão são essenciais. Isso inclui lavar regularmente as mãos com água e sabão, evitar o contato próximo com pessoas infectadas, e desinfetar objetos e superfícies frequentemente tocados. Essas precauções são similares às recomendadas para outros vírus respiratórios.
Qual é a preocupação atual com o HMPV na população global?
A preocupação com o HMPV está mais relacionada ao nível elevado de vigilância epidemiológica após a pandemia de Covid-19. Embora alguns casos de infecções aumentem em certas partes do mundo, como na China, especialistas apontam que este aumento pode ser um reflexo de melhora nos diagnósticos e na vigilância ao invés de uma mudança na agressividade do vírus. Estudos estão em andamento para verificar a existência de possíveis mutações no HMPV que poderiam justificar o aumento de casos, no entanto, até o momento, tais mutações significativas não foram identificadas.
O foco continua sendo a vigilância e a informação ao público sobre as práticas de higiene e saúde que podem limitar a transmissão do HMPV e outras infecções respiratórias. Assim, a postura de vigilância constante permanece essencial para a saúde pública global.