Se você perdeu seu documento de identidade, a primeira reação pode ser procurar como tirar a “segunda via do RG”. No entanto, o Governo Federal e os órgãos de identificação estaduais alertam: não solicite o modelo antigo.
A recomendação atual é a migração imediata para a CIN, a Carteira de Identidade Nacional. Mas por que o governo está desencorajando a emissão do documento tradicional? A resposta envolve segurança digital, economia de tempo e a unificação de dados que mudará a forma como o brasileiro se identifica, conforme informações divulgadas pelo governo.
O fim do “RG por estado” e a chegada da CIN prometem resolver problemas de fraudes e burocracia. Se você emitir um novo RG no modelo antigo, estará apenas adiando uma troca que se tornará obrigatória em breve, segundo as orientações oficiais.
Cinco Vantagens da Nova CIN que Justificam a Troca Imediata
O governo incentiva a adoção da CIN por seus avanços tecnológicos, que o RG antigo não possui. A nova carteira conta com QR Code para verificação de autenticidade e dados protegidos por tecnologia Blockchain, tornando as informações imutáveis e difíceis de falsificar. Isso representa uma segurança máxima contra fraudes.
Outro grande benefício é a versão digital, disponível no aplicativo Gov.br assim que a CIN física é emitida. Essa versão digital tem a mesma validade jurídica do documento em papel e pode ser apresentada em diversos locais, como aeroportos e bancos. Essa praticidade é um dos pontos fortes da nova CIN.
A CIN também possui um padrão internacional de viagem, com o código MRZ (Machine Readable Zone), similar ao utilizado em passaportes. Isso facilita a verificação em guichês migratórios e permite o uso do documento para viajar pelos países do Mercosul com mais tranquilidade. A padronização é um avanço significativo para o cidadão.
A partir de maio de 2026, a biometria e os dados da CIN serão fundamentais para a manutenção de programas sociais, como Bolsa Família e BPC, além de aposentadorias do INSS. O governo utilizará essa base de dados para garantir que os benefícios cheguem a quem realmente precisa, combatendo saques indevidos. Essa integração visa maior controle e eficiência.
A primeira emissão da CIN é gratuita para todos os cidadãos, conforme lei federal. Diferente da segunda via do RG antigo, que muitas vezes exige o pagamento de uma taxa estadual, a gratuidade da primeira via da CIN é um incentivo importante para a migração, conforme destaca o governo.
Comparativo: RG Tradicional x Carteira de Identidade Nacional (CIN)
O RG antigo possuía um número de identificação que variava por estado, facilitando fraudes. Já a CIN utiliza o CPF como número único nacional. Enquanto o RG antigo era feito em papel simples com filme plástico, a CIN conta com QR Code e Blockchain para maior segurança.
A versão digital do RG antigo não era universal, mas a da CIN é integrada ao App Gov.br. A validade internacional do RG antigo era limitada, enquanto a CIN tem padrão MRZ, estilo passaporte. O custo da primeira via do RG antigo variava por estado, mas a primeira via da CIN é gratuita em todo o Brasil.
Prazo para a Troca e Documentos Necessários para a Nova CIN
Embora o governo recomende a troca agora, especialmente em casos de perda ou renovação, o RG antigo ainda terá validade até 23 de fevereiro de 2032. Após essa data, apenas a CIN, a CNH e o Passaporte serão aceitos como documentos oficiais de identificação.
É importante notar que idosos acima de 60 anos podem manter o documento antigo com validade indeterminada, mas a migração para a CIN é recomendada pela segurança extra contra golpes financeiros.
Para solicitar a sua nova CIN, é necessário agendar atendimento no órgão de identificação do seu estado. Os documentos básicos são a Certidão de Nascimento ou Casamento (original ou cópia autenticada) e o CPF regularizado junto à Receita Federal. É recomendado levar também todos os documentos que você deseja adicionar à CIN, como carteira profissional e número do SUS.
