Remédio mais caro do mundo será dado pelo SUS: Medicamento custa mais de R$7 milhões

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O Sistema Único de Saúde (SUS) começará a oferecer o medicamento Zolgensma, um dos mais caros do mundo, para o tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME). No entanto, o pagamento pelo remédio, que custa cerca de R$ 7 milhões, será feito apenas se a terapia apresentar resultados positivos nos pacientes.

A decisão foi anunciada pelo Ministério da Saúde, que firmou um Acordo de Compartilhamento de Risco com a farmacêutica Novartis. Esse modelo permite que o medicamento seja disponibilizado gratuitamente, mas o governo só pagará se houver eficácia comprovada.

O que é a Atrofia Muscular Espinhal (AME)?

A AME é uma doença genética rara que compromete os neurônios motores, afetando funções vitais como respirar, engolir e se mover. A condição não tem cura, e os tratamentos disponíveis ajudam a retardar a progressão da doença.

Segundo o IBGE, 287 crianças nasceram com AME em 2023 no Brasil, considerando os 2,8 milhões de nascidos vivos no período. Antes do SUS oferecer terapias específicas, a expectativa de vida para crianças com AME tipo I era extremamente baixa, com alta probabilidade de óbito antes dos 2 anos de idade.

Como será o tratamento pelo SUS?

O Zolgensma será oferecido pelo SUS para crianças de até 6 meses de idade, desde que não dependam de ventilação mecânica invasiva por mais de 16 horas diárias.

Os pacientes serão acompanhados por um comitê especializado, que monitorará a evolução do tratamento ao longo de cinco anos. Para receber a medicação, as crianças precisarão passar por exames preparatórios nos 28 serviços de referência do SUS para o tratamento da AME.

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Estados com oferta do tratamento:

Os 28 serviços especializados estão distribuídos em 18 estados:

  • Alagoas
  • Bahia
  • Ceará
  • Distrito Federal
  • Espírito Santo
  • Goiás
  • Minas Gerais
  • Mato Grosso
  • Pará
  • Paraíba
  • Pernambuco
  • Piauí
  • Paraná
  • Rio de Janeiro
  • Rio Grande do Norte
  • Rio Grande do Sul
  • Santa Catarina
  • São Paulo

O protocolo detalhado sobre a assistência aos pacientes será publicado nos próximos dias.

Impacto e investimento no tratamento de doenças raras

Com a incorporação do Zolgensma, o Brasil se torna um dos seis países no mundo a disponibilizar essa terapia genética pelo sistema público de saúde.

Desde 2020, o Ministério da Saúde investiu R$ 1 bilhão na oferta do medicamento e em assistência especializada, incluindo 161 ações judiciais para garantir o tratamento. Entre 2022 e 2024, o número de consultas e exames ambulatoriais para pacientes com doenças raras mais do que dobrou, passando de 29.806 para 60.298 registros no SUS.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância dessa iniciativa:

“Pela primeira vez, o SUS vai oferecer essa terapia gênica inovadora. Esse acordo inédito vai transformar a vida dessas famílias.”

O tratamento pode garantir avanços motores essenciais, como a capacidade de engolir, mastigar e sustentar o tronco. A inclusão desse medicamento reforça o compromisso do SUS com a ampliação do acesso a terapias de alto custo para doenças raras.

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