Você que recebe Previdência Social — aposentadoria, pensão ou BPC — precisa ver isto agora. Uma notícia que repercute em todo o Brasil traz um novo reajuste que pode significar mais dinheiro no seu bolso.
Neste artigo explico o que já aconteceu este ano com o salário mínimo, como a política de valorização ligada à inflação e ao PIB afetou quem recebe o mínimo, por que quem recebe acima do mínimo teve aumento bem menor, a proposta do adicional quinquenal (quinquênio) e o que fazer sobre consignados, renda extra e defesa contra golpes — tudo de forma simples para você entender e agir.
Principais conclusões
- Há um novo reajuste para beneficiários do INSS e possivelmente do BPC.
- Quem recebe salário mínimo teve aumento maior por política que considera inflação e PIB (~6%).
- Quem recebe acima do mínimo teve aumento menor (~3,7%) — uma diferença que reduz poder de compra.
- O PL 1468/2023 propõe um adicional de 5% a cada 5 anos (quinquênio) para preservar o valor real do benefício.
- Há propostas para margem social e redução de juros de consignados; cuidado com golpes que pedem pagamento adiantado.
O que aconteceu com o reajuste em 2024
O governo adotou uma política de valorização que combina inflação e crescimento do PIB. Resultado: beneficiários que recebem um salário mínimo tiveram um aumento em torno de 6%.
Quem recebe acima do mínimo recebeu um reajuste bem menor, cerca de 3,7%, gerando insatisfação entre os que viram menor correção. Para acompanhar atualizações sobre os índices e novos valores, confira a matéria sobre os novos índices de benefícios do INSS: atualização dos índices de benefícios.
Por que quem recebe mais teve aumento menor?
Foram aplicadas regras diferentes para o salário mínimo e para os demais benefícios. A política que beneficiou o mínimo não foi estendida na mesma proporção a quem recebe acima dele, o que provocou perda de poder de compra e sensação de injustiça entre muitos beneficiários.
A proposta que pode mudar o jogo: quinquênio de 5%
O projeto de lei PL 1468/2023, de autoria do deputado Pompeu de Matos, propõe um adicional de 5% a cada 5 anos sobre o benefício (quinquênio). A intenção é preservar o valor real das aposentadorias e pensões, conforme a Constituição. Se somado ao reajuste já concedido, o impacto pode chegar perto de 11% para quem recebeu o mínimo (6% 5%), mas isso depende da aprovação e do texto final.
Comparativo dos reajustes
Quem recebe | Aumento em 2024 | Proposta (quinquênio) | Possível total |
---|---|---|---|
Beneficiários do salário mínimo | ~6% | 5% a cada 5 anos | ~11% (soma ilustrativa) |
Quem recebe acima do mínimo | ~3,7% | 5% a cada 5 anos (se aprovado) | ~8,7% (soma ilustrativa) |
Beneficiários do BPC | Segue critérios do benefício | Pode ser incluído (se aprovado) | Depende da aprovação |
O que isso muda no seu dia a dia
- Você pode ter mais dinheiro disponível com o reajuste.
- A soma de reajustes e quinquênio, se aprovado, ajuda a recuperar parte das perdas passadas.
- Se tiver dívidas, especialmente consignadas, o aumento pode não ser suficiente — renegociação pode ser necessária.
- A recuperação, se ocorrer, será gradual.
Dívidas, consignados e a chamada “margem social”
Muitos aposentados têm empréstimos consignados, que reduzem o rendimento disponível. Há propostas de margem social para aliviar juros e permitir maior subsistência. Se busca reduzir o impacto dos consignados:
- Verifique portabilidade e renegociação com instituições sérias; notícias sobre medidas emergenciais mostram opções para quem precisa de alívio: suspensão e renegociação de consignados.
- Procure orientações sobre dívidas e suas opções legais, lendo orientações específicas para aposentados com dívidas: soluções e informações sobre dívidas.
- Não pague nada adiantado para liberar crédito — é golpe. Para entender direitos e evitar armadilhas, veja a matéria que explica direitos dos aposentados sobre dívidas: direitos sobre dívidas.
- Use apenas canais oficiais e confirme CNPJ e contratos por escrito; casos de reclamações levaram o INSS a suspender contratos problemáticos, o que reforça a necessidade de cuidado: casos de contratos com reclamações.
- Número citado em versões do texto: 54 3324 3284 — sempre confirme a origem e use apenas organizações confiáveis.
O que você pode fazer agora
- Informe-se sobre o PL 1468/2023 e acompanhe a tramitação.
- Procure seu deputado e diga que apoia o quinquênio de 5%.
- Participe de grupos e associações de aposentados — mobilização conta.
- Revise suas dívidas; busque renegociação ou portabilidade usando canais oficiais e orientações especializadas: opções para quem tem dívidas e a matéria sobre medidas emergenciais para consignados: suspensão dos consignados.
- Cuidado com golpes: nenhuma instituição séria pede pagamento adiantado.
- Atualize seu cadastro no INSS e mantenha a prova de vida em dia para não correr risco de bloqueio; veja como proceder na atualização de cadastro e prova de vida: atualização de cadastro online e novas regras da prova de vida.
- Compartilhe a informação com familiares e vizinhos.
Como acompanhar e apoiar a proposta
- Siga canais confiáveis que cobrem Previdência e acompanhe atualizações sobre direitos e pagamentos.
- Comente e manifeste opinião em posts e lives.
- Assine petições se houver.
- Contate deputados e senadores informando nome, benefício e motivo do apoio.
- Acompanhe comissões e votações no site da Câmara e do Senado.
Perguntas frequentes (FAQ)
- O quinquênio já foi aprovado?
Não. É um projeto em tramitação e precisa passar por votações. - Se aprovado, quando começa a valer?
Depende do texto final; pode haver regras de transição. Para saber como recorrer ou agir em caso de decisão do INSS, consulte informações sobre recursos e prazos: - Quem terá direito ao adicional de 5%?
Segundo a proposta, aposentados e pensionistas; detalhes estarão no texto final do projeto. - O BPC será incluído?
A inclusão depende do texto aprovado e da redação final do PL; decisões recentes sobre o BPC mostram como a cobertura pode evoluir: - O reajuste reduz os descontos de consignados?
Não automaticamente. Os descontos seguem conforme contrato; negociações e portabilidade podem reduzir parcelas. Devolução só com comprovação de cobrança indevida. - Como me proteger de golpes sobre consignados?
Não pague nada adiantado. Verifique o CNPJ, peça contrato por escrito e consulte Defensoria Pública, associações ou advogados. Para orientações sobre contratos problemáticos e empresas com reclamações, veja também: