DIEESE diz que salário mínimo deveria ser de R$7.100

Você vai descobrir por que o salário mínimo atual está tão distante do que seria necessário, segundo o DIEESE, como é feito o cálculo com base na cesta básica e em despesas como moradia, saúde e educação, e quais são os principais desafios para mudar essa realidade e proteger a sua qualidade de vida.

  • Salário mínimo atual muito abaixo do necessário
  • Estudo do DIEESE aponta valor real bem maior que o piso oficial
  • Reajustes recentes não cobrem o custo de vida básico
  • Endividamento das famílias agrava a perda do poder de compra
  • Urgência em políticas públicas para garantir renda digna

O valor do salário mínimo que você deveria receber, segundo o DIEESE

O DIEESE estima que, em setembro de 2025, o salário mínimo necessário para cobrir as despesas básicas de uma família de quatro pessoas seria cerca de R$ 7.075,83. O valor oficial pago em 2025 foi R$ 1.518,00. Para 2026, o piso oficial foi fixado em R$ 1.621,00. Essas diferenças mostram o descolamento entre o que se recebe e o custo básico de vida.

Como o DIEESE calcula o mínimo necessário

Para chegar a esse número, o DIEESE usa a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos (PNCBA), que reúne preços de itens essenciais em várias capitais. A cesta inclui alimentos como arroz, feijão, carne e leite. Além da alimentação, o cálculo incorpora gastos com moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, conforme a Constituição. Em setembro de 2025, a referência foi a cesta mais cara do país, registrada em São Paulo.

Diferenças entre reajuste oficial e necessidade real

O governo reajustou o salário mínimo de 2025 com base em índices de inflação, resultando em R$ 1.518,00 — um reajuste anunciado que gerou insatisfação em parte da população e analisado em matérias como o anúncio do reajuste. Ainda assim, esse patamar fica muito abaixo do calculado pelo DIEESE. O instituto também registrou estimativas como R$ 7.156,15 e R$ 6.723,41, dependendo da metodologia e do período considerado — variações que alimentam debates sobre a necessidade de um piso mais próximo ao custo real, que têm sido discutidos em análises sobre possíveis futuras altas do salário mínimo (expectativas de aumento).

Veja também:  ATENÇÃO APOSENTADOS! Reajuste do INSS Vai Impactar Seus Pagamentos – Veja o Novo Valor!

Isso significa que o reajuste oficial protege parte do poder de compra, mas não cobre o custo real para garantir uma vida digna a uma família.

Impacto na vida cotidiana das famílias

A pressão sobre o orçamento das famílias é alta. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da CNC, apontou em agosto de 2025 que 78,8% das famílias estavam endividadas; 30,4% tinham dívidas em atraso e 12,8% disseram não ter condições de pagar o que devem. Dívidas de curto prazo e inadimplência superior a 90 dias aumentaram, com taxas de juros médias acima de 58% ao ano. Mais da metade das famílias (55,9%) compromete entre 11% e 50% da renda com dívidas. Para muitas famílias, isso representa menos margem para despesas básicas e maior vulnerabilidade financeira — um quadro agravado por fatores macroeconômicos e de crédito analisados em reportagens sobre queda de juros e aperto fiscal (impacto do aperto fiscal) e pela trajetória da dívida pública (evolução da dívida pública).

Além disso, mudanças no piso têm efeitos imediatos em benefícios e crédito. O novo mínimo pode alterar os valores do INSS e de empréstimos consignados — veja como a atualização do piso pode aumentar benefícios previdenciários (reajuste no INSS) e também liberar nova margem para empréstimo consignado (reajuste da margem consignável), o que altera a capacidade de endividamento das famílias.

Conclusão

O retrato é nítido: o salário mínimo atual está muito longe do necessário, segundo o DIEESE. Enquanto o instituto aponta algo na faixa de R$ 7.075,83, o piso oficial ficou em R$ 1.621,00, o que indica que a renda não acompanha o custo de vida. Essa diferença se traduz em contas que não fecham, mais pessoas endividadas e menos segurança para as famílias.

A saída passa por políticas públicas mais incisivas: reajustes compatíveis com a cesta de consumo, redes de proteção social e medidas para controlar crédito predatório. Sem isso, a distância entre o que se ganha e o que se precisa só tende a crescer. Você merece um piso que dê dignidade, não migalhas.

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