A biometria facial identifica você pelo rosto, usando medidas como distância entre olhos e formato do nariz. Muitos bancos usam esse recurso para facilitar o acesso, mas golpistas aprenderam a explorar a mesma tecnologia contra clientes. Bancos e especialistas já têm registros de casos e recomendações.
Como o golpe da biometria facial funciona?
Os criminosos usam engenharia social para criar um cenário emocional que distraia a vítima. Um exemplo típico:
- Você recebe um presente em casa. O entregador diz: Só preciso tirar uma foto para confirmar a entrega.
- Você aceita. O golpista abre um app (ou um app falso) no seu celular e captura sua biometria facial.
- Com sua foto e informações públicas (CPF, data de nascimento, endereço), ele tenta liberar transações ou acessar contas.
A combinação de surpresa, confiança e dados públicos torna o golpe eficaz. Golpes semelhantes já ocorrem em compras online e marketplaces; por isso, vale ficar atento às práticas descritas em fraudes em marketplaces.
Como se proteger do golpe da biometria facial?
A maioria dos ataques pode ser evitada com atitudes simples:
- Não compartilhe CPF, endereço ou data de nascimento em posts públicos — saiba mais sobre golpes que usam seu CPF em alertas sobre o uso indevido do CPF.
- Desconfie de entregas ou brindes inesperados; confirme sempre com a loja.
- Recuse pedidos de selfie ou confirmação fora dos canais oficiais do banco — golpes da “prova de vida” mostram como pedidos de imagem podem enganar, veja orientações em alertas sobre prova de vida falsa.
- Verifique a identidade do entregador: peça documento, número de rastreio e ligue para a transportadora ou loja.
- Use apenas apps oficiais (loja do celular) e mantenha-os atualizados — incidentes recentes com clientes de bancos mostram a importância de confirmar solicitações dentro do app oficial, como em avisos para clientes de grandes bancos.
- Ative autenticação multifatorial (SMS, token, app) sempre que possível; isso reduz o risco de acesso mesmo com alguma informação vazada — medidas e soluções para problemas de acesso estão em orientações sobre bloqueios e segurança.
- Ensine sua família — golpes funcionam melhor quando um membro da casa cai; há iniciativas para proteger idosos, como a ação da Serasa descrita em programas de auxílio a idosos.
O que fazer se for vítima?
Aja rápido; cada minuto ajuda na recuperação:
- Bloqueie contas e cartões imediatamente com seu banco e solicite protocolo.
- Registre boletim de ocorrência (BO) na delegacia especializada em crimes digitais e entregue todas as provas.
- Documente tudo: mensagens, números, prints, horário e nome do entregador.
- Monitore suas movimentações e verifique se abriram contas ou solicitaram crédito em seu nome — acompanhe alertas sobre uso indevido do CPF e serviços de proteção como mencionado em alertas sobre CPF.
- Mude senhas e ative verificação em duas etapas nas suas contas.
- Avise familiares e contatos para que fiquem em alerta.
Conclusão
A biometria facial é útil, mas pode ser usada por golpistas. Não compartilhe CPF, data de nascimento nem fotos em perfis públicos; recuse selfies para confirmar entrega e confirme sempre por canais oficiais do banco. Proteja suas contas com autenticação multifatorial, mantenha apps atualizados e ensine a família a mesma rotina. Se algo acontecer, bloqueie, registre o BO e documente tudo para aumentar suas chances de recuperação. Fique atento e trate sua identidade digital como a chave da sua casa. Quer mais leitura? Confira outros artigos em MBHora News.
